Blue Moon

Belgian White

4.0
WEISSMédio
Copo de cerveja Blue Moon turva e dourada com fatia de laranja

Notas parciais

  • Aparência4.2
  • Aroma4.3
  • Sabor3.9
  • Amargor3.5

Sobre o rótulo

A Blue Moon Belgian White nasceu em 1995, criada por Keith Villa — mestre-cervejeiro com PhD em cervejaria pela Université Libre de Bruxelles — na Sandlot Brewery, uma cervejaria experimental dentro do estádio Coors Field, em Denver, Colorado. O projeto original se chamava Bellyslide Belgian White, inspirado nas witbiers belgas que Villa estudou na Bélgica. O nome mudou; a proposta de trigo, coentro e cítrico ficou.

Ficha técnica

  • ABV: 5,4%
  • IBU: cerca de 9 a 10
  • Estilo: Belgian-style Witbier
  • Ingredientes: malte de trigo, malte Pilsen, sementes de coentro, casca de laranja Valência

Aparência

Coloração dourado-clara e turva, típica de witbier não filtrada, com boa formação de espuma branca. No copo certo — e com a fatia de laranja que a marca popularizou — o visual é imediatamente reconhecível.

Aroma e sabor

Aroma predominante de laranja, coentro e trigo fresco. No sabor, perfil levemente adocicado e condimentado, amargor muito baixo (coerente com o IBU na casa de 9–10) e corpo leve a médio. É uma receita desenhada para ser extremamente fácil de beber — inclusive para quem ainda não tem familiaridade com estilos belgas.

A curiosidade que poucos sabem: não é (e nunca foi) uma microcervejaria

Apesar do nome Blue Moon Brewing Co. sugerir cervejaria independente, a marca pertence à Coors (hoje Molson Coors) desde a criação — nunca foi um projeto artesanal isolado. Por anos, o marketing não deixou essa ligação clara, o que levou a Brewers Association americana a criticar publicamente a falta de transparência no rótulo e resultou, em 2015, em um processo de consumidor contra a MillerCoors por propaganda enganosa (arquivado no mesmo ano). Pela definição de “cerveja artesanal” que detalhamos em O que é cerveja artesanal, afinal?, o critério de independência acionária exclui a Blue Moon dessa categoria — mesmo com sabor e qualidade tecnicamente competentes.

A fatia de laranja também é marketing, não tradição

Servir Blue Moon com fatia de laranja no gargalo — hoje quase assinatura da marca — não é costume belga tradicional. Foi ideia do próprio Keith Villa, inspirada em drinks que ele viu no México, adotada porque combinava visualmente com os cítricos da receita.

Harmonização e veredito

Harmoniza bem com frutos do mar, comida mexicana leve, saladas e queijos macios. Nota 4,0: witbier bem executada e acessível, com méritos reais (inclusive prêmios internacionais nos anos 1990), mas que se beneficia de mais transparência sobre a origem corporativa do que teve historicamente. Para uma witbier de origem de produção mais clara, veja a Baden Baden Witbier. Hub: Weiss / Witbier.